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sexta-feira

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setembro 2013

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Mitos e curiosidades sobre sexo!

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Será que o desejo sexual diminui com a idade? Devemos procurar o Ponto G? Tamanho é documento? Quem quer transar só uma vez por ano é doente? A educadora sexual e consultora Sílvia Amaral desvenda esses e outros mitos que assombram a cabeça de brasileiros de todas as faixas etárias. 

1) É verdade que as pessoas mais velhas têm menos desejo?

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Depende. Sílvia explica que, fisiologicamente falando, o desejo sexual está associado à produção hormonal. ‘Nós somos de fases, passamos por períodos de maior ou menos interesse pelo sexo. Em todas as fases da vida, há mudanças. E quando a idade avança, não é diferente. Mas a diferença na produção de hormônios não necessariamente reduz o desejo. Aliás, se a pessoa tiver boa saúde, cuidar de si e cultivar a autoestima, essa mudança pode passar despercebida do ponto de vista sexual’, explica. E é claro que, se as condições físicas não estiverem boas, o esforço sexual pode se tornar uma tarefa penosa. Outro fator a ser considerado é que, quando somos mais jovens, muitas vezes focamos na quantidade, não na qualidade. Na medida em que amadurecemos, nos tornamos mais seletivos.

2) Quem não quer ter relações todos os dias tem algum problema?

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Hoje, quem não quer toda hora é visto como ‘problemático’ ou ‘frio’. ‘Uma pessoa que está entre seus 20 e 30 anos, ou seja, período em que atinge a maturidade sexual, pode tanto ter vontade de transar 3 ou 4 vezes por dia quanto 3 ou 4 vezes por ano. Vale aquela máxima: de perto, ninguém é normal. A média brasileira apontada em pesquisas é de 3 relações por semana, mas isso é média, não regra. E acaba excluindo um extremo e outro’, explica Sílvia.A educadora faz uma analogia com chocolate – alguns amam, e comem todos os dias; outros se contentam com um pedaço de vez em quando. ‘As pessoas são muito diferentes. E o orgasmo é uma necessidade básica, como o sono, mas pode ter outras fontes’, aponta. O prazer é uma necessidade fisiológica, mas varia. ‘Uma pessoa que não dá tanta importância à relação sexual em si não é fria nem quente, não é melhor, nem pior. É apenas mais uma característica’, resume.

3) Quem tem problemas cardíacos precisar evitar as relações sexuais? 

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Mais um mito. Se uma pessoa tem um problema cardíaco que a impede de andar e fazer o mínimo esforço, é claro que ela terá problemas em seu desempenho sexual. ‘Tudo vai depender da avaliação do médico, mas o que eu posso dizer é que existem inúmeras condições cardíacas que não impedem nem limitam o ato sexual, desde que a pessoa realize o tratamento adequadamente’, pondera Sílvia.

4) O anticoncepcional reduz a libido? 

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Alguns medicamentos podem ter, em algumas pessoas, o efeito de reduzir a libido. Há drogas para patologias do coração, por exemplo, que podem ter esse efeito. Volta e meia aparecem indicações de que os anticoncepcionais pertencem a esse grupo de medicamentos, mas nada, até hoje, foi comprovado cientificamente de forma definitiva. ‘Dans la médécine como dans l’amour, ni jamais, ni toujours (na medicina como no amor, nem nunca, nem sempre). Tem gente que fala até hoje que a camisinha reduz a libido, mas sabendo usar, não reduz e até aumenta’, ensina a educadora.

5) O homem só goza quando há ejaculação?

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Não necessariamente. O líquido que compõe a ejaculação é formado pelos fluidos prostáticos, da vesícula seminal e também pelos espermatozoides. Um homem que passou por uma cirurgia de esvaziamento da próstata, por exemplo, pode não ter volume de líquido suficiente para que seja notado. ‘É o que chamamos de gozo seco’, explica Sílvia Amaral. O que não se pode esquecer é: orgasmo é diferente de prazer. ‘Fazendo uma analogia com futebol: em um jogo tenso e difícil, o momento do gol provoca o grito, a alegria, mas também uma sensação de alívio. O orgasmo se aproxima muito desse alívio – ele pode ser agradável e prazeroso para uns e sutil para outros. A ejaculação é o alívio, mas não necessariamente o auge do prazer’, explica. ‘O orgasmo é como um soluço – um reflexo natural. Agora, se além desse reflexo você vai ver estrelinhas e gemer, depende de todo o contexto’, brinca a especialista. 

6) Homem que sente prazer ou gosta de sexo anal tem tendências homossexuais.

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Mito. As práticas sexuais são construídas culturalmente. Para os orientais, por exemplo, a posição sexual que indica a virilidade masculina é aquela em que a mulher está por cima. Para os muçulmanos, o beijo de língua é pecaminoso. Na origem da cultura judaico-cristã, sexo anal também era. A visão sobre a homossexualidade – que para muitos ainda é tabu – também varia. Na Grécia antiga, os meninos só se tornavam cidadãos depois de se iniciar com um homem mais velho, o ‘mentor’. A mulher não era cidadã, nem amante – era apenas reprodutora. ‘Por outro lado, não havia esse conceito de ‘gay’. O amor entre homens era amor, simplesmente. As práticas sexuais são próprias de uma época e a partir dessas ideias criam-se os mitos em torno do que pode e do que não pode. ‘O mundo melhorou muito, mas os preconceitos permanecem. Cada um sabe de si e o desejo, homossexual ou não, não pode ser definido pela região do corpo em que cada um tem prazer’, resume.

7) Mulher que tem muitas relações fica ‘relaxada’.

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Sem entrar no machismo da frase: não se perde a elasticidade, nem da vagina, nem do esfíncter do ânus. Muito pelo contrário – qualquer músculo se fortalece quanto mais utilizado; e se torna mais apto à atividade. ‘A elasticidade está muito ligada também à produção dos líquidos lubrificantes. Com a baixa da produção dos hormônios em função de uma doença como o câncer, por exemplo, pode acontecer até o oposto – o ressecamento faz a vagina tornar-se mais apertada’, explica a educadora. Sílvia faz uma analogia com o cérebro: se usarmos pouco, pode ficar fora de forma. E se usarmos em um nível altíssimo, pode haver stress. ‘Aí sim, se a atividade sexual está alcançando um nível estressante, vale verificar se não estamos diante de uma compulsão, consultando o psicólogo e o médico’, aponta.

8) Casal que tem sintonia de verdade chega ao orgasmo junto.

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De jeito nenhum, por vários motivos. Pela questão fisiológica, por exemplo – se um espermatozoide consegue fecundar um óvulo por um período de até 72h, porque o orgasmo tem que ser na mesma hora? ‘Orgasmo simultâneo é como ganhar com um bilhete na loteria – coincidência, sorte. Raramente acontece e muita gente não vai conseguir, o que não tem nada a ver com harmonia sexual’, explica Sílvia Amaral. Se uma pessoa é super aberta a novas experiências e à exploração corporal, ela terá dificuldade com uma pessoa avessa à fluidos, por exemplo. ‘Harmonia é compatibilizar os desejos, se abrir, comunicar e combinar com o parceiro o que traz satisfação. As preferências, o background cultural, os hábitos é que vão ajudar a compor essa harmonia’, ensina a educadora sexual.

9) Mulher que opta pelo parto natural vai ter problemas na vida sexual.

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O parto não compromete em nada a vagina. O parto em hospitais é algo relativamente recente em nossa história e antes disso as pessoas tinham vida sexual. O canal vaginal tem enorme elasticidade e a passagem da criança é natural. Depois, o canal volta exatamente ao lugar que estava. ‘O que podem existir são médicos mais ou menos cuidadosos, que realizam cortes do períneo de maneira desnecessária ou, mesmo quando necessária, de forma pouco cuidadosa. Mas ainda assim, isso era problema na época em que não existia a sutura. Hoje, depois da cicatrização, a mulher segue vida normal, inclusive do ponto de vista sexual’, explica Sílvia.

10) Homem com pênis pequeno é ruim de cama.

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Esse é um dos mitos mais cruéis para os homens. ‘Entre os mais jovens, principalmente, é uma preocupação que traz muito sofrimento. É totalmente desnecessária. Não existe ‘normal’ para tamanho de pênis, existe órgão que funciona e que não funciona’, define Sílvia Amaral. A educadora explica que existem mulheres com a vagina mais ou menos rasa. Se a vagina for curta e o pênis grande, o ato sexual pode se tornar muito dolorido, porque a cabeça do pênis vai cutucar o colo do útero. ‘Pênis grande, ou grosso, não garante prazer. A comunicação, o afeto e o carinho, a brincadeira na hora da transa, isso sim aumenta o prazer. Tamanho não é documento’, afirma Sílvia. Essas comparações afetam também as meninas, no que diz respeito ao desenvolvimento do corpo, dos seios e à chegada da menstruação. ‘Cada pessoa tem um ritmo e essas comparações não trazem benefícios’, alerta. 

11) Masturbação dá espinha.

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Outra história criada para assustar e reprimir. Masturbação vai fazer nascer cabelo na mão, vai dar espinha. ‘Até hoje os adolescentes compartilham esses mitos’, afirma a educadora. ‘Desde que haja cuidado com a higiene, a masturbação não traz qualquer prejuízo. Isso só acontece se alcançar o nível de compulsão, impedindo a pessoa de conviver com amigos, trabalhar, curtir outros aspectos da vida. Aí deve ser tratado, como qualquer compulsão’, resume.

Fonte: Sites Uai!

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